Relatórios

Os cinco relatórios da plataforma, que pergunta cada um responde e quando vale abrir.

Cada um dos cinco relatórios existe porque alguém, num momento específico da operação, precisa de uma lista que a tela de estado não entrega. O momento faz parte da definição do relatório tanto quanto a pergunta, e é por isso que a tabela abaixo tem três colunas e não duas.

As cinco perguntas

RelatórioA pergunta que respondeQuando abrir
Qualidade de sinalque assinantes estão no limite da atenuação aceitável?na rotina de manutenção, antes de o chamado existir
ONUs indisponíveisquem está fora agora, e há quanto tempo?no plantão e na troca de turno
Eventos de indisponibilidadeque quedas houve neste período?ao reconstruir um incidente e ao responder por disponibilidade
Ranking de quedasquem cai mais?quando a mesma reclamação volta, e na revisão periódica da planta
Divergência CTO/PONonde o cadastro físico e o lógico discordam?fora da urgência, sempre

Os cinco são consultados na plataforma, sob demanda. Não há exportação nem envio periódico hoje: o relatório é lido por quem abre a tela, na hora em que abre. Vale saber disso antes de desenhar uma rotina em cima de um arquivo que chegaria por e-mail toda segunda-feira — essa rotina, hoje, é alguém abrindo a tela.

Fora desta lista fica o acompanhamento das operações de provisionamento — o que foi feito, em que equipamento, quando e por quem. Ele é consultado operação a operação em Provisionamento, e não somado por período, porta ou modelo: esse recorte não existe hoje, em nenhum dos dois lugares.

Um a um

Qualidade de sinal

Lista os assinantes cuja atenuação está no limite do aceitável: os que ainda funcionam e estão perto de não funcionar. Nenhum deles está necessariamente fora do ar hoje, e o relatório existe para que essa lista seja lida antes de chegar pelo telefone.

O uso é de agenda, não de urgência. Com a lista na mão, a manutenção de conector, emenda e curvatura pode ser distribuída por rota e por semana em vez de acontecer sempre como reação a uma queda. Vale ler o relatório junto com a série histórica de cada ONU — ver Monitoramento —, porque a lista sozinha não separa a instalação que sempre entregou aquele nível da que está piorando. As duas entram na lista do mesmo jeito e pedem coisas diferentes.

O limite do aceitável é ajustado por instalação, como os limiares de alarme do monitoramento. Uma planta com trechos longos e outra concentrada não têm o mesmo número por resposta certa, e um valor fixo do produto encheria a lista de uma e esvaziaria a da outra.

ONUs indisponíveis

Quem está fora agora, e há quanto tempo. O “há quanto tempo” é o que transforma a lista em fila: a ONU que caiu há quatro minutos e a que está fora desde ontem não pedem a mesma coisa. Uma pode voltar sozinha; a outra já é um caso — às vezes um caso que ninguém abriu, porque o assinante ainda não ligou.

É também o relatório da troca de turno. A pergunta “o que ficou pendente” tem resposta em uma tela, e não só na memória de quem está saindo. Quando várias das linhas pertencem ao mesmo ponto da topologia, o agrupamento já está feito — ver Eventos e massivas. Esta lista é a leitura por assinante; a massiva é a mesma realidade lida por escopo.

Eventos de indisponibilidade

O histórico de quedas por período. Cada linha é um evento de indisponibilidade na forma descrita em Eventos e massivas: quando caiu, quando voltou e o sinal registrado nos dois momentos — com o fim em aberto enquanto a ONU não voltou.

Dois usos, em momentos distintos. Um é reconstruir um incidente depois que ele acabou: a pergunta do dia seguinte, feita numa reunião, sobre o que exatamente aconteceu e em que ordem. O outro é responder por disponibilidade a um cliente que cobra — com data, hora e duração de cada queda, e não com o que se costuma lembrar do plantão. As duas conversas mudam de tom quando a resposta é uma lista.

Os eventos ficam disponíveis por doze meses, o mesmo prazo da série de sinal. É o que sustenta a segunda conversa: um contrato que cobra por disponibilidade costuma ser discutido em janela anual, e uma resposta que só alcança o mês passado não fecha essa discussão.

Ranking de quedas

Quem cai mais. É o relatório que separa o incidente isolado do problema crônico, distinção que o chamado individual não costuma conseguir fazer: cada chamado enxerga uma queda só, e três quedas em três meses são três atendimentos normais até que alguém as veja lado a lado.

O assinante que aparece no topo mês após mês não tem um problema de suporte; tem um problema de planta. Drop mal fixado, conector no limite, caixa com infiltração, alimentação instável na casa. Continuar tratando cada queda dele como um chamado novo é pagar o mesmo diagnóstico várias vezes e nunca comprar a correção.

Do topo da lista, a subida pela topologia responde à pergunta seguinte, que é a mais útil: esses campeões de queda estão espalhados pela planta ou pendurados no mesmo ramo? Se estão no mesmo ramo, o crônico não é de nenhum deles.

O período do ranking é escolhido por quem consulta, dentro dos doze meses guardados. A escolha não é detalhe: um crônico que aparece na janela de trinta dias é outro conjunto de assinantes do que aparece na de seis meses, e a segunda janela é a que encontra quem cai pouco e sempre.

Divergência CTO/PON

Onde o cadastro físico e o lógico discordam. A porta PON vem da rede e a CTO vem de quem cadastrou; enquanto as duas concordam, tanto faz por qual se olha. A diferença entre elas está em Topologia.

Ele não descreve a rede — descreve o que a plataforma sabe de errado sobre a rede. Cada linha é uma ONU que pode ser agrupada na massiva errada, ficar de fora do recorte do mapa ou levar um técnico ao poste errado.

O custo de deixá-lo crescer não aparece enquanto nada acontece, e é por isso que ele cresce. Ele é cobrado durante um incidente, que é o pior momento para descobrir que o cadastro mente. Rodá-lo fora da urgência é a diferença entre corrigir uma linha e diagnosticar um turno inteiro no escuro.

Por onde continuar

  • Eventos e massivas — o que é um evento de indisponibilidade e como quedas concomitantes viram uma massiva.
  • Topologia — a hierarquia pela qual se sobe a partir de qualquer linha de qualquer um deles.

Atualizado em 08 de setembro de 2026