Provisionamento

Autorizar uma ONU nova e substituir um equipamento sem abrir sessão na OLT.

Ativar um assinante e trocar o equipamento dele são as duas operações de rotina que, na operação por terminal, exigem alguém com credencial da OLT e com conhecimento dos comandos. É esse acoplamento que o provisionamento desfaz.

ONUs recentes

Uma ONU se anuncia na rede antes de ser autorizada. Ela é ligada, aparece na porta, a OLT a enxerga, e ainda não passa tráfego. A plataforma mantém a lista dessas ONUs — as que a rede viu e que ainda não foram autorizadas.

É dessa lista que parte a ativação, e a diferença em relação a digitar o número de série lido no adesivo do aparelho não é de conforto. O que está na lista é o que a rede realmente enxergou, na porta em que enxergou. Se a ONU não aparece, o problema é anterior à autorização: o equipamento não ligou, o drop não chegou, a fibra não foi conectada na caixa. A lista responde essa pergunta antes que alguém tente ativar um equipamento que a OLT nunca viu.

Autorizar

A autorização acontece na plataforma. O operador escolhe a ONU na lista de recentes, informa os dados da ativação e confirma. A plataforma conversa com a OLT, e a partir daí a ONU existe na topologia: tem estado corrente, tem série de sinal e tem histórico desde o primeiro minuto — não desde o dia em que alguém lembrou de cadastrá-la.

O ganho principal não é economizar digitação; é que a ativação deixa de exigir credencial de OLT. Quem pode ativar passa a ser uma questão de permissão na plataforma — ver Controle de acesso — e não de quem tem a senha do equipamento de cabeceira. Três consequências práticas:

  • A senha da OLT deixa de precisar circular entre técnicos de campo e turnos.
  • O procedimento é o mesmo independentemente de quem executa, então o resultado não depende de quem estava de plantão nem de quanto tempo de casa ele tem.
  • A operação fica registrada. Uma sessão de terminal, por padrão, não fica.

Os fabricantes de OLT homologados hoje são Huawei, ZTE, Fiberhome e Datacom. A lista é de fabricantes, não de todos os modelos de cada um: que modelos de uma planta específica estão cobertos é conversa de implantação, e ela vem antes do piloto.

Reprovisionar

Trocar o equipamento na ponta é uma operação diferente de ativar um novo. O assinante já existe. Ele tem série de sinal, tem eventos de indisponibilidade registrados, tem um passado. Nada disso deveria morrer junto com o aparelho.

Reprovisionar põe o equipamento novo no lugar do antigo mantendo o assinante e o histórico dele. As três situações típicas:

  • Defeito — a ONU parou de responder ou responde de forma intermitente, e a substituição é a conclusão do diagnóstico, não o começo.
  • Upgrade — troca por um modelo com mais recurso, por mudança de plano ou por padronização do parque.
  • Roubo ou perda — o aparelho não volta, e o assinante precisa de outro.

O que se preserva é justamente o que responde à pergunta que aparece uma semana depois: “isso já acontecia antes da troca?”. Sem reprovisionamento, a saída é cadastrar o assinante de novo; o histórico anterior fica órfão, ligado a um equipamento que não existe mais, e a pergunta fica sem resposta. Vale para a reclamação recorrente de lentidão, para a discussão sobre garantia do fabricante e para qualquer avaliação de um trecho de rede ao longo do tempo.

Acompanhamento

Cada operação de provisionamento fica registrada e pode ser consultada depois: o que foi feito, sobre qual equipamento, quando e por quem. É o mesmo registro que a auditoria da plataforma expõe, visto por outro recorte.

O uso é a reconstrução: uma ONU se comporta de forma estranha e a primeira pergunta é o que foi feito nela recentemente. A consulta é operação a operação, sobre um equipamento. Somar as operações por porta, por modelo ou por período — quantas ativações uma porta recebeu no mês, quantas trocas um modelo acumulou — é outra leitura, e não é a que este registro entrega hoje.

Um detalhe que costuma ser subestimado: como a ONU entra na topologia no momento da autorização, o histórico de sinal dela começa com o equipamento novo. O primeiro valor lido registra o que aquela instalação entregava no dia em que foi feita, e é contra essa referência que a degradação futura vai ser comparada.

Por onde continuar

  • Relatórios — as cinco consultas que a plataforma entrega sobre a planta; o registro das operações não é uma delas.
  • Monitoramento — o estado e o sinal que a ONU recém-autorizada passa a alimentar.
  • CPE e TR-069 — o que acontece depois da fibra: a configuração do equipamento dentro da casa do assinante.

Atualizado em 08 de setembro de 2026